CSDD - Escala de Cornell para Depressão em Demência (Cornell Scale for Depression in Dementia)
CSDD · 10 questões · aplicada pelo clínicoDescrição
1. Objetivo principal: escala dimensional/contínua (escore total de 0 a 38, quanto maior, maior a gravidade dos sintomas depressivos), também usada de forma categórica através de pontos de corte: escore acima de 10 sugere episódio depressivo maior provável e escore acima de 18 sugere episódio depressivo maior definido. 2. Comparação: é considerada o instrumento mais validado especificamente para depressão em demência, sendo superior à Geriatric Depression Scale (GDS), que depende de autorrelato e perde confiabilidade em estágios mais avançados de comprometimento cognitivo, e à Hamilton Depression Rating Scale (HDRS), que não foi desenvolvida para pacientes com demência; compara-se também ao Inventário Neuropsiquiátrico (NPI), cujo domínio de depressão/disforia é mais um rastreio amplo de sintomas neuropsiquiátricos do que uma medida específica de gravidade depressiva. A CSDD é amplamente usada tanto na prática clínica geriátrica quanto em pesquisa, no Brasil e internacionalmente, por combinar entrevista estruturada com paciente e informante. 3. Estudo clínico: descrita no estudo original de desenvolvimento de Alexopoulos et al. (1988), amplamente citado; costuma ser usada em conjunto com o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM/MMSE) para estadiamento cognitivo e, frequentemente, com o Inventário Neuropsiquiátrico (NPI) ou o Clinical Dementia Rating (CDR) em estudos sobre demência. 4. Autores e instituição: George S. Alexopoulos, Robert C. Abrams, Robert C. Young e Charles A. Shamoian, Department of Psychiatry, Cornell University Medical College (White Plains, Nova York), publicação original em 1988. Validação brasileira: Maria Teresa Carthery-Goulart, Renata Areza-Fegyveres, Rodrigo R. Schultz, Ivan Okamoto, Paulo Caramelli, Paulo H.F. Bertolucci e colaboradores, 2007, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), publicada nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria.
Aspectos sobre a escala
Considerada padrão-ouro para avaliação de sintomas depressivos em pacientes com demência, integrando de forma estruturada a perspectiva do paciente e a de um informante/cuidador, o que supera as limitações do autorrelato puro em pacientes com comprometimento cognitivo. Composta por 19 itens agrupados em cinco categorias (Sinais Relacionados ao Humor, Distúrbios Comportamentais, Sinais Físicos, Funções Cíclicas e Distúrbios Ideacionais), cada um pontuado de 0 (ausente) a 2 (grave), com escore total de 0 a 38.
Validada em Pt-Br
Sim
Aplicação
Aplicada
pelo examinador
Tempo médio para resposta
20 a 30 minutos
Copyright
Uso livre
George S. Alexopoulos e Cornell University Medical College (Weill Cornell Medicine); instrumento amplamente disponibilizado para uso clínico e de pesquisa sem custo.
Referências
Alexopoulos GS, Abrams RC, Young RC, Shamoian CA
Autores originais
Alexopoulos GS, Abrams RC, Young RC, Shamoian CA. Cornell scale for depression in dementia. Biol Psychiatry. 1988;23(3):271-284.
Validação em Português
Carthery-Goulart MT, Areza-Fegyveres R, Schultz RR, Okamoto I, Caramelli P, Bertolucci PHF, et al. Versão brasileira da Escala Cornell de Depressão em Demência (Cornell Depression Scale in Dementia). Arq Neuropsiquiatr. 2007;65(3-B):912-915.
Faixas de interpretação
| Faixa | Interpretação |
|---|---|
| 0 – 10 | Ausência de depressão significativa |
| 11 – 18 | Depressão maior provável |
| 19 – 38 | Depressão maior definida |
Avisos de interpretação
Requer familiaridade com o instrumento e a colaboração de um informante confiável (cuidador ou familiar) para precisão diagnóstica em quadros demenciais; a pontuação deve refletir predominantemente a observação do examinador, e não apenas o autorrelato do paciente, especialmente em casos de comprometimento cognitivo mais avançado. Um escore acima de 10 sugere depressão maior provável e acima de 18 sugere depressão maior definida, mas não substitui avaliação clínica completa.
Instruções para uso da escala
Esta escala deve ser aplicada por um profissional de saúde qualificado através de entrevista com um informante (cuidador/familiar) que conheça bem o paciente, seguida de entrevista/observação do próprio paciente, avaliando o período da última semana. Em caso de discordância entre as fontes, o examinador deve utilizar seu julgamento clínico para definir a pontuação final de cada item.
Questões (10)
-
Ansiedade (sinais de ansiedade, expressão ansiosa, ruminação, preocupações)
Sinais Relacionados ao Humor
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
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Tristeza (humor deprimido, expressão triste, choro)
Sinais Relacionados ao Humor
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
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Falta de reatividade a eventos agradáveis
Sinais Relacionados ao Humor
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
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Irritabilidade (facilmente irritado, colérico)
Sinais Relacionados ao Humor
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
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Agitação (agitação motora, inquietude)
Distúrbios Comportamentais
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
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Retardamento (lentidão motora, respostas lentas)
Distúrbios Comportamentais
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
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Queixas físicas múltiplas (sem causa orgânica clara)
Distúrbios Comportamentais
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
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Perda de apetite (diminuição da ingestão de alimentos em relação ao habitual)
Sinais Físicos
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
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Perda de peso (ou relato de perda de peso recente)
Sinais Físicos
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)
-
Ideação suicida (sentimento de que a vida não vale a pena, desejos de morte)
Distúrbios Ideacionais
Ausente (0)Leve ou intermitente (1)Grave (2)