O KandelScreen foi completamente reescrito e está muito mais rápido, completo e fácil de usar.
A partir de Set/26 alguns recursos serão disponíveis apenas em planos pagos (máximo R$ 25/mês).
Aproveite o uso gratuito. Se tiver dúvidas sobre o uso basta clicar no ícone Whatsapp do rodapé!

PANSS - Escala das Síndromes Positiva e Negativa para Esquizofrenia

PANSS · 30 questões · aplicada pelo clínico
← Escalas
Descrição
A PANSS (Kay, Fiszbein e Opler, 1987) é uma escala dimensional/contínua: quantifica a gravidade da síndrome positiva, negativa e da psicopatologia geral na esquizofrenia, não tendo por objetivo classificar categoricamente o paciente em diagnósticos. São 30 itens pontuados de 1 (ausente) a 7 (extremo) com base em entrevista clínica semiestruturada e em informações de terceiros (equipe, familiares), cobrindo a última semana. Subescalas: Positiva (P1–P7, 7–49 pontos), Negativa (N1–N7, 7–49) e Psicopatologia Geral (G1–G16, 16–112). Total: 30–210. Em comparação com outras escalas de sintomas da esquizofrenia: a BPRS (Brief Psychiatric Rating Scale, Overall e Gorham) é mais curta e mais fácil de aplicar, mas menos detalhada para sintomas negativos; a SAPS/SANS (Scale for the Assessment of Positive/Negative Symptoms, Andreasen) avalia positivos e negativos separadamente, com boa granularidade fenomenológica, porém sem uma pontuação de psicopatologia geral integrada; a CGI (Clinical Global Impression) é extremamente rápida, mas fornece apenas uma impressão global, sem detalhamento por domínio. A PANSS é mais utilizada em pesquisa e ensaios clínicos (é considerada padrão-ouro nesse contexto) do que na prática clínica de rotina no Brasil, onde seu tempo de aplicação e a necessidade de treinamento limitam o uso cotidiano. Foi amplamente empregada em grandes ensaios clínicos de antipsicóticos, como o estudo CATIE (Clinical Antipsychotic Trials of Intervention Effectiveness), sendo comumente usada em conjunto com a CGI-S (Clinical Global Impression - Severity), a Escala Calgary de Depressão para Esquizofrenia e escalas de efeitos colaterais extrapiramidais (ex.: Simpson-Angus, UKU). Desenvolvida por Stanley R. Kay, Abraham Fiszbein e Lewis A. Opler, publicada em 1987 na Schizophrenia Bulletin. A validação/adaptação brasileira foi realizada por Vessoni ALN (1993), dissertação de mestrado na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP); uma validação convergente mais recente da estrutura fatorial da versão brasileira foi conduzida por Higuchi CH (2015), também na UNIFESP.
Aspectos sobre a escala
Considerada um dos instrumentos-padrão em ensaios clínicos de antipsicóticos; requer treinamento formal e entrevista semiestruturada para aplicação confiável; é a escala mais amplamente utilizada no Brasil para avaliação sintomática da esquizofrenia, apesar de exigir mais tempo de aplicação do que alternativas mais breves.
Validada em Pt-Br
Sim
Aplicação
Aplicada pelo examinador
Tempo médio para resposta
40 a 50 minutos
Copyright
Uso pago em outra plataforma
Copyright © Multi-Health Systems, Inc. (MHS). O material oficial (manual, cartões de ancoragem e materiais de treinamento) é de propriedade da MHS; o uso comercial, clínico ou em pesquisa costuma requerer licenciamento junto à editora.
Referências

Kay SR, Fiszbein A, Opler LA

Autores originais
Kay SR, Fiszbein A, Opler LA. The Positive and Negative Syndrome Scale (PANSS) for schizophrenia. Schizophrenia Bulletin. 1987;13(2):261-276.

Validação em Português
Vessoni ALN. Adaptação e estudo de confiabilidade da escala de avaliação das síndromes positiva e negativa para a esquizofrenia no Brasil [dissertação]. São Paulo: Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo; 1993.

Higuchi CH. Estrutura fatorial da escala de Síndromes Positiva e Negativa (PANSS) no Brasil: validação convergente da versão brasileira [dissertação]. São Paulo: Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); 2015.

Faixas de interpretação
FaixaInterpretação
30 – 210 Subescalas: Positiva P1–P7 (7–49), Negativa N1–N7 (7–49), Geral G1–G16 (16–112). Total 30–210. Referência (Leucht et al., 2005 — correspondência com CGI): ≈58 doença leve; ≈75 moderada; ≈95 acentuada; ≈116 grave.
Avisos de interpretação
Esta entrada contém a estrutura da escala (itens e níveis de gravidade). As definições e os critérios de ancoragem de cada nível pertencem ao manual licenciado (MHS) e devem ser consultados no material oficial do serviço. Interpretação de referência (Leucht et al., 2005 — correspondência com CGI): total ≈58 doença leve; ≈75 moderada; ≈95 acentuada; ≈116 grave. Resposta ao tratamento costuma ser definida como redução percentual do total (ex.: ≥20–30%), calculada subtraindo os 30 pontos basais.
Instruções para uso da escala

Aplicação pelo clínico (não autoaplicável), com base em entrevista semiestruturada e dados da equipe/família, período de referência: última semana. Pontue cada item de 1 (ausente) a 7 (extremo) conforme os critérios de ancoragem do manual oficial.

Questões
A plataforma não disponibiliza essa escala. A página atual serve apenas para divulgar seu uso e para direcioná-lo aos detentores da licença.