LAEP - Escala Liverpool de Efeitos Adversos de Medicações Antiepilépticas
LAEP · 19 questões · autoaplicávelDescrição
A LAEP (Baker et al., 1995) é uma escala dimensional/contínua: quantifica a frequência/gravidade dos efeitos adversos percebidos pelo paciente em uso de drogas antiepilépticas (escore de 19 a 76), sem finalidade diagnóstica. Em comparação com escalas gerais de efeitos colaterais de medicações psiquiátricas (ex.: escala UKU), a LAEP é específica para drogas antiepilépticas e cobre sintomas físicos, cognitivos e psiquiátricos frequentemente associados a esses fármacos. É comumente usada em conjunto com escalas de qualidade de vida em epilepsia (QOLIE-31) e escalas de humor (HADS, NDDI-E). É mais usada em pesquisa e em centros terciários de epilepsia do que na prática clínica geral no Brasil. Foi citada no estudo de Gilliam et al. (2004, Neurology), que demonstrou que o rastreamento sistemático com a LAEP permite reduzir efeitos adversos de drogas antiepilépticas. No Brasil, foi usada no estudo de validação com pacientes com epilepsia parcial sintomática e epilepsia generalizada idiopática, correlacionando-se com o QOLIE-31 e a Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Desenvolvida por Gus A. Baker, Ann Jacoby, P. Francis e David W. Chadwick, no Walton Centre for Neurology and Neurosurgery / University of Liverpool, publicada como resumo em 1995 (Epilepsia). A validação para o português do Brasil foi realizada por Martins HH, Alonso NB, Vidal-Dourado M, Carbonel TD, de Araújo Filho GM, Caboclo LO, Yacubian EM e Guilhoto LM (2011), do Departamento de Neurologia, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Aspectos sobre a escala
Escala desenvolvida para detecção e medida de efeitos adversos de medicações antiepilépticas. É o instrumento mais utilizado internacionalmente para rastreamento sistemático desses efeitos, tendo sido traduzido e validado em diversos países, incluindo o Brasil.
Validada em Pt-Br
Sim
Aplicação
Autoaplicável
Tempo médio para resposta
5 a 8 minutos
Copyright
Uso livre mediante autorização
Gus A. Baker, PhD, FBPsS / University of Liverpool.
Referências
Baker GA, Jacoby A, Francis P, Chadwick DW
Autores originais
Baker GA, Jacoby A, Francis P, Chadwick DW. The Liverpool Adverse Events Profile. Epilepsia. 1995;36(Suppl 3):S59.
Validação em Português
Martins HH, Alonso NB, Vidal-Dourado M, Carbonel TD, de Araújo Filho GM, Caboclo LO, Yacubian EM, Guilhoto LM. Are adverse effects of antiepileptic drugs different in symptomatic partial and idiopathic generalized epilepsies? The Portuguese-Brazilian validation of the Liverpool Adverse Events Profile. Epilepsy Behav. 2011;22(3):511-517.
Avisos de interpretação
O escore total varia de 19 a 76 pontos; quanto maior o escore, maior a frequência/gravidade dos efeitos adversos percebidos. Vários itens (ex.: nervosismo/agressividade, depressão, dificuldade de concentração, problemas de memória) podem refletir tanto efeitos adversos medicamentosos quanto sintomas de ansiedade/depressão comórbidos; a interpretação deve considerar o quadro clínico global do paciente.
Questões
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